segunda-feira, 5 de abril de 2010

Rei Jeremy, o Perverso - Capítulo Dez - Asas Azuis

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"Era ela fruto de sua imaginação; Talvez não; Talvez real demais; Com suas asas azuis, cores vivas, realçadas na sutileza de uma beleza rara; repousadas serenamente na cinzenta estrada.

Era ela real. Sim! Real!

De Realeza; de Rainha Soberana; de Olhar Noturno; envolvente. De sorriso tímido; malicioso; contagiante; Era ela; somente ela.

Um elo perdido. É ela; em busca da perfeição, à passos firmes, fitara o horizonte; De sabedoria desconcertante; Bailara com suas asas azuis, por entre árvores e prédios; por entre pessoas; buscara o bem; e o encontrara naqueles que a veneravam; É ela; Trilhara os mais belos sonhos, destemitida; errara, acertara; não recuara; Reinava à sua maneira, ela, Olhos Noturnos; Asas Azuis.

Eterna jovem; cintilante; de palavras sábias; de abraços calorosos; de beijos dóceis; Temida; distinta; única.

Menina-mulher; Reinava soberana; E causara a inveja; pois era rara; e muitos a queriam; Mas nenhum dignava-se a tê-la; Pois era livre para voar; E assim o fazia;

Em uma constante valsa; subia em aspiral e mergulhava nos mais belos encantos; pois é encatadora; Entorpecia à todos; e fazia à todos mergulhar em seus mais puros desejos; Pois apenas ela era capaz de incitar;"

Mas não era ela; És ela.

Por eles, entende-se ele. Pois fala por si; fala por seus advejtivos, por seus alteregos;

Tão e somente ela representava para aquele ser uma mistura exótica; de batidas estrondosas do coração; do frio na barriga; da cabeça vazia. E ele sorria; tímido, distante; pois queria entorpecer-se ainda mais; queria uma overdose do que ela poderia lhe proporcionar;

É ela; Rainha Elise; Menina-mulher; Olhos Noturnos; Asas azuis; É ele; Rei Jeremy; O Perverso; Olhos Castanhos; Sonhador; Louco;

Eram dois; eram um; Apenas o eram; Algo que se escondia por entre olhares fixos e vozes caladas; Eram o que os olhos viam; e o que os sonhos projetavam. Abriam seus corações e semeavam sentimentos irracionais; Do respeitar; do querer; do viver.

Juntos aparentavam o que deveriam ser; Mas deveriam ser o que aparentavam; Mas talvez não o eram; Pois eram fruto da imaginação; Talvez não! Talvez fossem reais;

Sim! Reais! Rei e Rainha; Elise e Jeremy; Governavam às suas maneiras; Ambos, tão próximos, tão unificados; Amavam, deixavam-se amar;

É ela; Elizabeth; Feliz; do amar; do sorrir; do viver; É ele; Jeremy; Inconstante; do querer; do imaginar; do viver

Asas azuis; Olhos Castanhos; Talvez amigos; talvez algo mais;


Apenas frutos da imaginação; Esperando o tempo para amadurecer; Apenas esperando o tempo que tardava a chegar.


[...]

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