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O cansaço respousara sob seu corpo. Ele, Jeremy, o Perverso; Rei mundano; olhos vidrados; reações lentas; entregava-se à exaustão que lhe era apresentada. Recostado ao ombro de Elise, o Antídoto Proibido, o jovem reconfortava-se com o calor acolhedor emanado da bela mulher.
Encarcerados na envolta melodia ao fundo, cantavam, ao mesmo tempo que silenciavam suas vozes, deixando a música falar por si; Sorriam, e desentranhavam segredos e histórias de suas próprias experiências;
Ela, embriagada pela noite; pela melodia; bailava num frenesí; gesticulava e desenhava às mãos, num complexo ritual sagrado; tentava dar vida para os próprios pensamentos. Ele, por sua vez, apenas fitava-a. Calado, apenas observava o ambiente noturno, a valsa rabiscada pela sua companheira; por breves momentos, cantarolava quase inaudível, deixando apenas o tom de voz parecer-lhe suave o suficiente para entender as palavras proferidas...
A noite se estendia, e não diferente da noite anterior, a lua se fazia soberana; pálida, sintilante; Deusa Noturna, acompanhada pelo céu escuro, pigmentado com milhares de pontos brilhantes em sua imensa vastidão.
Consumidos pelo desejo ardente; como lobos famintos, espreitavam suas presas; silenciosos, os olhares se cruzavam; e o brilho era tamanho, que se faziam ferozes; Olhares noturnos. Exitou por instantes, Ele, Jeremy, o Sensato, e consumido por seus mais puros pensamentos; investiu feroz; ardente; Entregou-se ao desejo; sob a serenata da noite; Jeremy laçou-a com seu abraço forte; Os corpos se chocaram na insanidade, na loucura; no imprudente; Ela, Elise, não diferente, o envolveu; Com sua sensualidade de menina-mulher; Com seus Olhos Noturnos; Beijos calorosos; do vício; do tentador.
Jeremy, novamente embriagava-se na essência daquela mulher; E o vício lhe consumia; à tentação; o desejo de possuí-la. Sua apenas. Elise, deslizava as mãos delicadas pelo corpo de Jeremy, enquanto o envolvia em seus beijos ardentes, adocicados, penetrantes; e o fazia arfar; Prazeroso; possuído; Ela o instigava, e o atraía para o proibido.
Jeremy, o Enlouquecido, transcendia pelos limites; Sorria malicioso. Absorto no clímax, deixou-se levar pelo calor, enquanto trajes se esparramavam pelo chão frio; Com os corpos expostos, ambos investiam sob suas presas, ambos fomentados por seus próprios arbítrios. Jeremy, deslizava seus lábios na essência; no calor da jovem que ali estava.
A noite se prolongava no estreito tempo que lhe eram permitidos. E então ela o afastou;
Tomada por pensamentos, no qual Jeremy não soubera entender, ela o afastou, negou-o. Jeremy, o Rei, surpreendeu-se e abdicou de seus desejos por instantes, encarcerado novamente na razão, na negativa, observou-a calado; Ele, o Rei Mundano ofegava; e sentia o corpo estremecer no frenesí; Os segundos se tornavam minutos, e por razões distintas, novamente Elise investiu contra Jeremy. Delirantes, ambos bailavam sob a melodia de seus pensamentos; de seus beijos, de seu desejo; À Luxúria; Ao destino.
E no ápice da noite, Elise o afastou novamente. Com faces escarlates, A mulher dos Olhos Noturnos lutava contra os desejos, contra os pensamentos que a tiraram do transe.
Ela o desejava; Mas tomada por seus próprios instintos o afastou; Jeremy, o Sensato, admirou-a, lentamente deixando os corpos se tornem dois novamente; Diante de tal fato, apenas sorriu timidamente. A surpresa o pegara desprevenido, porém. sem devaneio assentiu a negativa; Sentiu o gosto metálico lhe corroer por dentro, enquanto tentava contralar seus próprios pensamentos. Ofegava relutante e tenta acalmar-se, traiu-se quando projetou-se novamente. Lutou contra seus desejos. Seus olhares se cruzaram, Jeremy sorriu. Beijou-a com serenidade, não olhou para trás e partiu;
Não sabia ao certo o que ocorrera. Mas temia ter transcendido aos limites. Temia ser lembrado por desejos carnais apenas; Jeremy, o Perverso assim o era para si; Mas não para com Elise.
Tão certos como a Lua pálida da madrugada eram seus desejos por ela. Não era a fome da carne, era a fome da alma. Jeremy, o Andarilho pensador caminhou lentamente até seus aposentos, parando diante da porta, observou o negro véu da noite...
Desejava-a como um homem deseja ferozmente uma mulher. Mas não era apenas a carne; Era a alma; a essência. Desejava os pensamentos de Elise. Queria-a por completo. Desde a alma até o mais puro sentimento.
Mas isso, apenas o tempo poderia lhe dizer.
Perturbou-se, e exausto jogou-se à cama, deixando estes últimos pensamentos claros até serem tomados pela escuridão do sono....
Adormeceu inquieto.
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