quinta-feira, 18 de março de 2010

Rei Jeremy, O Perverso - Capítulo Dois - A Carta para Elise

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Jeremy, o Perverso, calou-se diante de um vasto céu azul pigmentado com nuvens de um branco-pérola acentuado. Emergido em seus questionamentos, quis o perigo, mas sangrou sozinho. Fora tomado pelo desejo, e em sua dor, suas feridas latejavam antecipando presságios e vertentes de um destino que lhe fora traçado.

Sentia que o mais simples fosse visto como o mais importante, mas lamentou ver diante de si, apenas espelhos que lhe apresentaram um um mundo doente.
O mundo continuara o mesmo. Jeremy, o Perverso adoeceu. Beirava ao caos mental. Mas havia um caminho; um caminho para escapar de suas tempestades e encontrar algum abrigo.

Sentiu a sobriedade diminuir. A ira dos fantasmas do passado lhe perturbavam de tal maneira, que mergulhou num abismo profundo de desilusões. De corpo e alma feridos, Jeremy fora engolido pelo caos. Relutante, extraindo os últimos vestígios de uma força descomunal, atirou-se diante da escuridão que lhe era apresentada.

De peito aberto mergulhou febril em sua jornada de volta ao nascimento. Ali, diante da penumbra, se encontrava o limite para seus anseios. Ouvindo ecos de seu coração, Jeremy, o Mortal, Voou pelos ventos de um novo dia. Destinado a encontrar sua esperança e orgulho, Jeremy voou; Para Longe; Para o além da escuridão; Para navegar nos mares do Sol.

Dava-se o Renascimento de um homem!

Velado por seus mais puros sonhos, Jeremy, o Sonhador, ressurgiu diante de uma bela jovem, de aparência misteriosa. Jovem de olhos nortunos, cabelos dourados que lhe acentuavam a beleza tão inquietante e de olhar determinado, mas de sutis expressões acolhedoras.

Diante de Jeremy, o Perturbado, estava ela. Elizabeth, o Antidoto Proibido. A profética salvação ou queda do jovem rei.

Aquela que o entendia do início ao fim, e não mais, exceto ela lhe curava o vício de insistir naqueles erros.


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Não o faça. Não pense. - Dizia Elizabeth com serenidade, porém, determinada.

Com sutil toque, repousou sua mão sob a mão de Jeremy, este sentiu o corpo emergir diante de uma luz púrpura-dourado-azul, cores vivas de tais tonalidades; Elizabeth, A flor; a cura, a salvação. Elizabeth, O Antídoto Proibido; 'Elise', a Flor da Alma.
Jeremy, O renascido, abriu seus olhos castanhos, e com brilho intenso, sonhador; usou do próprio sangue que se extinguia por entre as feridas abertas para marcar nas páginas em branco, outrora mencionadas, a carta de redenção. O novo prólogo.

"Ela, e tão somente ela, de essência rara; e por rara, diz-se comum nas Flores dos jardins dos Deuses. Vêm diante à minha presença, ora mórbida, ora relutante; dosando paz e risos que ela, e tão somente ela poderia proporcionar-me. Diante de tal figura, sinto-me reconfortado. E mesmo que Deus, o Onipresente Role os Dados, e Einstein, o Sábio não se importe com as chances, aclamarei por ela, meu profundo desejo de Navegar pelos Mares do Sol.
Elizabeth, flor-de-lís; 'Elise', flor-de-lís dos Jardins de meu Éden. Tão somente minha, e inegavelmente de si própria. De plena juventune eterna; Eis que lhe ofereço palavras, e por palavras, digo presságios de destino incerto; Caminhos no qual, trilharemos sob a luz dourada e céu vasto; Diante de ti,Oh, 'Elise', ofereço minha essência ferida, mas de alma purificada."
Jeremy, o Renascido abriu os olhos pesadamente, o horizonte anunciava em seu vitral, um novo dia. Olhou saudosamente o dourado recobrir a paisagem, estava novamente só. Desejava terminar aquela conversa que tivera ontem, que ficou para hoje.


"Porque está amanhecendo? - Questinou Jeremy - Se não vou beijar seus lábios quando você se for, Elise?

O sal viria doce para os novos lábios. Mas está amanhecendo.



Jeremy sorriu. Já era um recomeço...


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Baseado em: Navigate the Seas of the Sun (Bruce Dickinson), A letter to Elise (The Cure), Quotes (Dredg), Rebirth(Angra), Índios (Legião Urbana), All Star e Relicário (Nando Reis)

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