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"... Jeremy, O Perverso, devia ter sonhado mil sonhos, e devia ter sido assombrado por milhões de gritos. Sentiu o desejo de desaparecer, e por breves instantes não o fez. Seus sonhos limitavam o que ele, Jeremy, o Rei, poderia chamar de "Terra da Confusão"
E por instante, sentado à mesa; saboreando o aroma de seu chá, pousou seu olhos, no Antídoto Proibido, Elizabeth. Ela, com sua beleza inquietante, e olhar noturno, inquietava-se no próprio silêncio.
Jeremy a desejou. E muito mais que isso, ousou por lapsos de sanidade, deslizar seus dedos pela suave pele da jovem. Esta, recuou cautelosa; Jeremy, o Ousado, inquietou-se e sonhou acordado por beijos irreais. De certa forma, O rei não sabia distinguir seus sentimentos. Sentia o desejo da carne, e ao mesmo tempo o desejo da alma. E hipnotizado por aqueles olhos noturnos, sentiu-se cada vez mais ser atraído; Atraiu-se pelo desejo, atraiu-se pela jovem; pela impossibilidade e por seus mais puros desejos...
Jeremy, o Cético. Acordou de seus mais profundos sonhos. E desejou a vida real para si. Queria deixar de ser apenas um personagem, ele, Jeremy, o Alterego. Orquestrou o fim de sua história. Queria deixar de ser mero instrumento de sentimentos, queria ser Jeremy, O Real. Mas quando deparou-se com as palavras dóceis, e por assim dizer, saudosistas de 'Elise', recuou. Novamente, fora dominado pelo desejo. Aqueles olhos norturnos. Ah, os desejou tão profundamente.
Mesmo quando o sol brilhava, com seu dourado-escarlate, nada se comparava com o brilho intenso, sonhador dos olhos castanhos do jovem rei. Mesmo durante as noites, as estrelas eram brilhantes, e Jeremy, olhava a figura feminina que se postava à mesa, com tanta delicadeza, quanto firmeza no olhar.
Assim pensou Jeremy:
"
Não estamos apenas fazendo promesssas, as quais sabemos que não vamos cumprir. Cumpram-se nossas promessas. Proibidas; não ditas; apenas gesticuladas. Escritas em páginas de universos paralelos. Entoem um Ode. Ao divino, ao proibido, ao instigante.
Mas Jeremy, o Sonhador, por instante deixara de o ser. Era ele, Jeremy, o Homem. E ela, 'Elise', a Mulher. Tão próximos, tão intimamente conectados por pensamentos, mas tão distantes nas palavras.
Era árduo e dificultoso deixar pra lá; Desprender-se de tal ligação. Era como se estivessem fixados sob um prisma perfeito de um teorema imperfeito. Mas Jeremy queria mais.
E questionava-se:
Por quanto tempo você tentará? Por quanto tempo até se afastar?
Era sua maldição! Jeremy, o Perveso. Assim o era para si. Um alterego imperfeito, com lapsos de esperança, e extremas crises de cautela.
O Silêncio de 'Elise' o assombrava; Mas ainda sim a desejava. Tão pura e intensamente, desde os mais remotos vestígios de algo sem fronteiras, sem limites.
Novamente, apenas sua maldição. A maldição do Rei Jeremy. A maldição de a desejar, e tanto esperar por respostas, das quais, poucas lhe eram apresentadas.
Era dado o momento. À necessidade de respostas; à necessidade de uma lealdade.
Não eram mais amigos, eram amantes. Eram profanadores de palavras belas, palavras escritas, e silenciadas em suas prórias bocas.
O pôr-do-sol púrpura já se fazia soberano no horizonte, e novmanete, o silêncio ecoava por entre seus corpos; Refúgio da alma; Refúgio para suas cicatrizes desconhecidas.
Jeremy, o Insensato, ponderou:
"Ela é o meu eu, ao contrário, quase igual".
Era ela quem há muito eu desejava, e há muito eu temia. Pois somente, ela poderia ser sua cura; sua doença; Seu febril desejo; Era ela, 'Elise", seu porto-seguro e sua maldição.
Jeremy, o Rei, sobreviveria por seus instintos, por seus sonhos, sobreviveria por Elizabeth.
Mas ela, em seu silêncio, sobreviveria por Jeremy? Ele a desejava; mas ela sentia o mesmo?
Eram dilemas que se estendiam por noites intensas. Assim o era, ele, Jeremy, o inquieto; O ponto de interrogação na mente de um perturbado escritor de realidades.
Jeremy, o Escritor de sua própria jornada. 'Elise', a voz inquietante que ecoava silenciosa pelos distúrbios de um homem ferido. Ferido por sentir algo sem respostas.
"Se no ápice de sua sinceridade, Jeremy lhe perguntasse: "O que esperas?
O que diria, 'Elise', a Enigmática?
Não sei dizer...
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Baseado em: Land Of Confusion; Facade (Disturbed) e My Curse (Killswitch Engage)
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